terça-feira, 29 de março de 2011

Dom Vital e a luta contra a Maçonaria

Coloco agora, meu primeiro trabalho relacionado ao tema, tentei por ele refutar de forma indireta alguns dos principais argumentos, contra Dom Vital, tentando fazer uma complemento ao texto que já existia da permanência, devido a correria do final de semestre não consegui fazer algo melhor,  e também daqueles que não entendem o papel do imperador, estou ainda em busca de melhores fontes e bibliografia para fazer um bom trabalho.
 A luta da Igreja contra a maçonaria sempre vai ter um papel importante, e que não pode ser deixado de lado, como a historia materialista pretende fazer, essa luta é de muita importância para a historia do Brasil, e pela memória desse grande homem que foi Dom Vital.
 Peço que rezem por mim para que eu consiga levar pra frente esse trabalho para ele ser mais uma fonte de inspiração  para os católicos que tanto precisam de bons exemplos como esse!






            O BISPO DE OLINDA PERANTE A HISTÓRIA


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Santidade vem do berço


Disse Nosso Senhor: “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas.”(Lucas 18:16)Por isso, devemos nos assemelhar ao máximo aos pequeninos em seu modo de pensar e agir. Mas podemos dizer que as crianças de hoje são o modelo que Nosso Senhor nos aconselha a imitar? Infelizmente não.



O mundo moderno corrompe cada vez mais cedo os pequenos, fazendo com que eles percam rapidamente seu modo infantil próprio e adquiram características de adultos, perdendo a inocência e a pureza naturais da idade.É fácil notar isso em vários aspectos. No vestuário, por exemplo: é comum vermos menininhas usando maquiagem, sandálias com salto e roupas dotadas de certa sensualidade, como mini-saias ou shorts curtos. Também é fácil perceber que o vocabulário das crianças, desde muito cedo, já começa a se impregnar de palavrões e grosserias.



Vários fatores contribuem para essa lamentável realidade, como a influência da televisão e da internet, mas o pior é que muitas vezes essas influências ocorrem com a permissão dos pais. Deixar o filho assistir a uma telenovela (sessenta minutos de transmissão de pecados e falsos valores) ou falar nomes feios na frente dos filhos são exemplos de atitudes reprováveis dos pais, pois afastam as crianças do caminho da santidade. Ao invés de ensinar a criança a valorizar bens materiais e mundanos, que são passageiros, os pais devem ensiná-las a valorizar os bens espirituais, que são eternos.



Ensinar aos filhos, desde o berço, as orações do católico, a importância da Santa Missa, a moral católica e a rezar o Santo Terço são deveres dos pais. Tomemos como exemplo os piedosos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, os bem-aventurados Louis e Zélie Martin, um casal católico muito virtuoso que soube praticar e transmitir aos filhos o temor a Deus. Não há amor mais perfeito do que aquele que deseja a santidade do próximo, pois ela não termina neste mundo, mas será coroada com louros na vida eterna. Portanto, quem ama verdadeiramente seu filho deve ensiná-lo desde cedo a trilhar o caminho da santidade para a salvação de sua alma.




“Seria tão bom se as criancinhas fossem como antigamente, quando nem tinham uso da razão, mas já sabiam rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria”. (Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife)
Cintia Longuini

Et totum vanitas.

Vaidade é a nobreza do sangue, pois todos os homens são do mesmo barro da Adão, todos os convertem na mesma cinza da sepultura e, em estando desacompanhados dos aparatos da fortuna, logo se desconhece a diferença.

Vaidade é a presunção das letras, pois o maior sábio do mundo de boa mente trocará a parte que sabe pela que ignora, e isso mesmo que sabe, quase tudo está reduzido a opiniões e muitas vezes se engana até nas coisas que traz entre mãos e debaixo dos sentidos.

Vaidade é o que o mundo chama honra, fama ou crédito, pois depende da opinião dos outros que a dão ou tiram justa ou iniqüamente, como lhes parece, e em um momento apenas há lembrança do homem mais afamado.

Vaidade é a gentileza, pois qualquer injúria do tempo a murcha como flor e, aos toques de um humor destemperado, estala como vidro.

Vaidade são as amizades dos mundanos, pois na verdade cada um se ama a si e uns contemporizam com os outros, levando o sentido na própria comodidade.



Ô quanta vaidade há nas riquezas, gostos, e dignidade; nos edifícios, trajos e costumes; nos palácios, tribunais e universidades e ainda nos lugares onde parece que só moravam a piedade, o desengano, a penitência e a imitação de Cristo!



Enfim, tudo é vaidade e assim como no mar não há outra coisa senão ondas que sucedem a ondas e todas se desfazem em espuma, assim no mar do século não há senão vaidade sobre vaidade e tudo se torna em vaidade.



Et totum vanitas.



(Exercício II - Das misérias da vida - Padre Manuel Bernardes - I -243)

domingo, 13 de setembro de 2009

Jesu LaB durch Wohl und Weh...


Ó Jesus, no bem ou dor, ao teu lado eu sigo. Ruja o mundo em seu furor, ficarei contigo. Teus sinais, ó Bom Jesus, são coroa, palma e cruz (BWV 182 Himmelskönig sei willkommen)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Teologia Ascética e Mística: Das virtudes e dos dons ou das faculdades da ordem sobrenatural - Da graça atual





Assim com na ordem da natureza necessitamos do concurso de Deus, para passarmos da potência ao ato, assim na ordem sobrenatural não podemos por em ações nossas faculdades sem o auxílio da graça atual.



A graça atual é um auxílio sobrenatural e transitório que Deus nos dá para nos iluminar a inteligência e fortalecer a vontade na produção dos atos sobrenaturais.




a) Opera, pois, diretamente sobre as nossas faculdades espirituais, a inteligência e a vontade, não já unicamente para elevar essas faculdades à ordem sobrenatural, senão para as pôr em movimento, e lhes fazer produzir atos sobrenaturais. Demos um exemplo: antes da justificação, ou infusão da graça atual ilumina-nos acerca da malícia e dos temerosos efeitos do pecado, para nos levar a detestá-lo. Depois da justificação, mostra-nos à luz da fé, a infinita beleza de Deus e a sua misericórdiosa bondade, a fim de no-la fazer amar de todo coração.




b) Mas, a par destas graças interiores, há outras que se chamam exteriores, e que, atuando diretamente sobre os sentidos e faculdades sensitivas, atingem indiretamente as nossas faculdades espirituais, tanto mais que muitas vezes são acompanhadas de verdadeiros auxílios interiores. Assim, a leitura dos Livros Santos ou duma obra cristã, a assistência a um sermão, a audição dum trecho de música religiosa, uma conversa boa são graças exteriores; é certo que, por si mesmas, não fortificam a vontade; mas produzem em nós impressões favoráveis, que movem a inteligência e a vontade e as inclinam para o bem sobrenatural. E por outro lado Deus acrescenta-lhes muitas vezes moções interiores, que, iluminando a inteligência e fortificando a vontade, nos ajudarão poderosamente a nos convertermos ou tornarmos melhores. É o que podemos concluir daquela palavra do livro dos Atos dos Apóstolos, que nos mostra o Espírito Santo abrindo o coração duma mulher chamada Lídia, para que ela preste atenção à pregação de São Paulo. Enfim, Deus, que sabe que nós nos elevamos do sensível ao espiritual, adapta-se à nossa fraqueza, e serve-se das coisas visíveis, para nos levar à virtude.




A graça atual influi sobre nós, de modo juntamente moral e físico: moralmente, pela persuasão e pelos atrativos, à maneira de mãe que, para ajudar o filho a andar, suavemente o chama e atrai, prometendo-lhe uma recompensa: fisicamente, acrescentando forças novas às nossas faculdades, demasiado fracas para operar por si mesmas; tal a mãe que toma o filho nos braços e o ajuda não somente com a voz, senão também com o gesto, a dar alguns passos para frente. Todas as Escolas admitem que a graça operante atua fisicamente, produzindo em nossa alma movimentos indeliberados; tratando-se, porém, da graça cooperante, há entre as diversas Escolas Tecnológicas certas divergências que na prática, afinal, pouca importância têm: como não queremos basear a nossa espiritualidade sobre questões controversas, não entraremos nessas discursões.




Sob outro aspecto, a graça previne o nosso livre consentimento ou acompanha-o na realização do ato. Assim, por exemplo, vem-me o pensamento de fazer um ato de amor de Deus, sem que eu tenha feito coisa alguma para o suscitar: é uma graça preveniente, um bom pensamento de Deus me dá; se a recebo bem e me esforço por produzir esse ato de amor, faço-o com o auxílio da graça adjuvante ou concomitante - Análoga a esta distinção é a graça operante, pela qual Deus atua em nós sem nós, e a graça cooperante, pela qual Deus atua em nós e conosco, com a nossa livre cooperação.




(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Catecismo Online:"Creio na Santa Igreja Católica"(Parte I)




Duas considerações de importância nos fazem logo compreender, com quanta atenção devem os pastores explicar aos fiéis as verdades deste nono artigo.


A primeira é que, na opinião de Santo Agostinho, os profetas insistiam mais em falar da Igreja que de Cristo. Previam que muito maior podia ser o número de pessoas a errarem e a iludirem-se neste ponto, do que a respeito do mistério da Encarnação.


Realmente, à guisa do mono que se figura homem, não deixaria de haver ímpios com a pretensão de que somente eles é que são católicos, e a maldosa e soberba afirmação de só neles existe a Igreja Católica.
A segunda consideração é que facilmente escapa ao tremendo perigo de heresia quem assimila esta verdade, com plena convicção. Com efeito, a pessoa não se torna herege só por pecar contra a fé, mas antes por menosprezar a autoridade da Igreja, e defender obstinadamente suas ímpias afirmações.


Por conseguinte, não é possível que algum se contamine com a peste da heresia, enquanto aceita o que este artigo propõe a crer. Os pastores devem, pois, empenhar-se por que os fiéis conheçam este mistério, e possam assim preservar na verdade da fé, e defender-se contra as astúcias do inimigo.


Entre este artigo e o anterior existe uma correlação. Já foi demonstrado que o Espírito Santo é fonte e causa de toda a santidade. Agora, confessamos que do mesmo Espírito se deriva a Santidade de que a Igreja foi dotada.


É preciso pois dar a significação do termo "Igreja". Os latinos tomaram-na dos gregos. Depois da divulgação do Evangelho é que entrou o vocabulário religioso.


Igreja quer dizer "convocação". Mais tarde, porém os escritores pregavam o termo no sentido de e "assembléia" e "comício". Não se vem ao caso se o povo adorava o Deus verdadeiro, ou se abraçava uma falsa religião. Com referência ao povo de Éfeso, está escrito nos atos dos Apóstolos que, depois de apaziguar as turbas, os escribas lhes dissera: "Se tendes mais algum agravo, poderá isto ser resolvido em legítima assembléia do povo"(Atos 19,39). Chama, pois, de "assembléia legítima" ao povo de Éfeso, que se consagrava ao culto de Diana.


Dava-se, às vezes, o nome de assembléia, não só as nações que não conheciam a Deus, mas até aos ajuntamentos de homens maus e ímpios. "Detesto a assembléia dos maus, diz o profeta, e com ímpios não privareis" (Salm 25,5).


(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Liturgia: Tempos de Culto



Podem considerar-se tempos de culto, ou tempo litúrgico, em relação ao dia, à semana e o ano.


1 - Quanto ao dia, sabemos que pertencem a Deus todos os momentos de nossa existência e convém que o gastemos ao seu serviço. Porém, a prece contínua, propriamente dita, não está ao alcance de todos. Por isso, a Igreja confiou a determinada classe de pessoas o desempenho desta missão importantíssima da prece pública. Daí, a recitação quotidiana do Ofício divino.


2 - Quanto à semana (do latim "septimana", "septem mane", sete manhãs), apresenta-se os tempos litúrgico como agrupamento de sete dias, alguns mais particularmente consagrados aos atos de culto. No Antigo Testamento, a lei de Moisés estabeleceu o Sábado para o repouso e celebração do culto. Recordava e honrava a obra da criação, para a qual Deus trabalhou seis dias, descansando no sétimo. Com o sábado, santificavam os judeus mais piedosos mais outros dois dias da semana: a Segunda-feira e a Quinta. A isto alude a palavra do fariseu: "jejuo duas vezes por semana" (Luc 8,12).


A religião cristã adotou, quase a risca, os usos dos judeus. O Domingo substituiu o sábado, em memória da Ressurreição de Nosso Senhor. Também ocuparam o lugar dos dois dias de penitência, segundas e quintas, outros dois: Quartas e Sextas, que recordariam, a traição de judas (quarta) e a Paixão e Morte de Cristo. O sábado veio a ser o prolongamento da sexta para o jejum e a abstinência. De modo que a semana litúrgica, logo nas origens, ficou constituída como segue: Domingos, dia de repouso e culto; quartas e sextas e sábados, dias de penitência. Dos primitivos costumes, a Igreja conservou a santificação do domingo, a abstinência da sexta, a penitência e o jejum das sextas e sábados da Quaresma, nas têmporas e vigílias de pentecostes, da Assunção, de Todos os Santos e do Natal.


3 - Do ano litúrgico é o centro completo das festas cristãs, que a Igreja anualmente. É o ano litúrgico que constitui o objeto de presente lição. O assunto que será abordado na próxima postagem.


Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927